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Entrevista com o vereador Tio Carlos revela a excelente compreensão dos conceitos básicos da responsabilidade política e da cidadania.

Confiram abaixo:

A Voz do Cidadão: Tio Carlos, o senhor não acha que o cenário político atual leva o eleitor a desacreditar no poder do voto?
Tio Carlos: Claro que sim. Os diversos escândalos levam o eleitor a acreditar que a política é o campo apenas da corrupção, não da transformação. Infelizmente, há maus profissionais em todos os campos e aqueles que transitam na política têm maior destaque em função da grande responsabilidade que é gerir a coisa pública. No entanto, é preciso saber duas coisas: nem todos os políticos assumem esta responsabilidade mal intencionados, visando o interesse próprio, e o voto é o melhor instrumento de transformação que existe.

VC: Como o voto pode ser este instrumento de transformação do qual o senhor fala?
TC: As pessoas que votam devem entender que o voto é muito valioso, pois é garantia ou não de qualidade de vida pelos próximos quatro anos. Não deve ser trocado por nada, nem cesta básica ou tijolos para fazer construção. Não adianta consumir os produtos de uma cesta básica e continuar tendo esgoto a céu aberto correndo ao lado de casa. Além disto, é preciso dizer que o voto desacompanhado da fiscalização sobre quem nós elegemos não adianta nada. É preciso eleger e acompanhar o trabalho dos parlamentares, prefeitos, governadores e etc. Isso fará a diferença na hora de dar um novo voto de confiança ou não.

VC: O senhor também não acha importante que o político preste contas com freqüência?
TC: Acho importantíssimo. Veja bem, é dado ao político um voto de confiança, como disse antes, de enorme responsabilidade e é obrigação prestar contas. Por isso, realizo prestações de contas constantes, com todas as informações sobre os temas que defendemos, os projetos que encaminhamos e as leis que conseguimos aprovar.

VC: Por que o senhor decidiu se reeleger?
TC: Por algumas razões. Decidi entrar na política por que resolvi contribuir com o que pudesse para fazer do Rio um lugar melhor para crianças e adolescentes, e este não é um trabalho de apenas quatro anos. Além disto, é preciso juntar as forças daqueles que desejam honrar o voto alheio e não desistir jamais diante dos escândalos e problemas. Caso contrário, viveremos de fato a política do egoísmo, da batalha e do interesse próprio. Por último, tenho o grande desejo de fazer parte de uma nova cultura política brasileira, baseada na prática do bem e da seriedade na gestão da coisa pública.

VC: Não lhe parecem objetivos muito ambiciosos ou mesmo sonhos irrealizáveis?
TC: Não acredito, pois tenho muita fé em Deus e crença naquilo que me motiva. É preciso ter força para persistir até que isso seja uma realidade.

VC: Defina essa política do bem da qual o senhor falou.
TC: É a política que visa o bem-estar público, o compromisso com a confiança depositada no parlamento pelo povo, o desejo de fazer os instrumentos que o poder nos dá um meio de ajudar o próximo e lhe dar qualidade de vida. Tudo isso concorre para uma sociedade mais justa, humana e feliz.

VC: Qual a sua análise, hoje, sobre a situação da criança no Rio?
TC: Como pai, me compadeço do sofrimento de outras crianças que, por vezes, não têm a oportunidade de ir à escola, sofrem violência, não têm o que comer ou morrem pelas razões mais banais. São direitos fundamentais garantidos pela Constituição e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente que estão sendo constantemente violados. Um dos exemplos do que estou falando é o sucateamento dos Conselhos Tutelares cariocas. Os conselhos são o primeiro órgão de defesa e garantia de direitos, no entanto, no Rio eles são completamente desvalorizados. Esta é uma luta nossa, iniciada em 2009, que ainda não terminou.

VC: Uma mensagem para os eleitores:
TC: Precisamos de ações reais para garantir a proteção de crianças e adolescentes, com a promoção da educação, do esporte e da prevenção ao uso de drogas. Peço que empenhem todas as suas forças nas ações conjuntas, onde boas pessoas se unem para fazer o bem. Somente unindo forças para priorizar a infância é que podemos sonhar com um futuro melhor.

http://www.avozdocidadao.com.br/detailAgendaCidadania.asp?ID=3534

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